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20/06/2014

Filas no SUS

Mais de 176 mil pacientes do Interior esperam por uma consulta com especialistas na Capital


Mesmo informatizado desde 2011, a Central Estadual de Regulação Ambulatorial ainda não eliminou filas de espera por consultas de média complexidade oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De janeiro a março, segundo último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), houve um aumento de 2,3% na demanda de pacientes do Interior para atendimento em hospitais da Capital. No início do ano, havia 172 mil pessoas na fila de espera. Três meses depois, o número superava os 176 mil.

A demora para atendimento em Porto Alegre chega a dois anos, sobretudo em especialidades como ortopedia, proctologia e reumatologia. A dona de casa Eliane de Souza Pinto, 50 anos, de Campo Bom, no Vale do Sinos, esperou por 25 meses até conseguir, em maio deste ano, uma consulta com ortopedista em Porto Alegre — referência para o município na especialidade.

Com problemas na coluna, nos joelhos e nos pés, que dificultam sua locomoção, e sem tratamento adequado, ela precisou abandonar o trabalho.

– Nesse período de espera eu só vi a minha situação piorar. Estou com osteoporose, bursite, escoliose e esporão calcâneo, e ainda tive de deixar o trabalho porque não tinha mais condições – lamenta.

O aumento na demanda e a redução da oferta estão entre as explicações para a longa fila. A SES afirma que desde a informatização do sistema, e consequente cruzamento de dados, 4 mil consultas foram disponibilizadas a mais em hospitais de Porto Alegre – onde 55% dos atendimentos são para residentes.

A secretaria admite, porém, desconhecer a demanda reprimida que busca atendimento em outros centros de referência no Estado, já que só faz a regulação dos atendimentos oferecidos a não residentes da Capital. Nas demais cidades é responsabilidade de cada município gerenciar a sua demanda local, inclusive, com preenchimento das agendas via sistema do Complexo Regulador Estadual.

De acordo com um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a pedido do Ministério da Saúde, a explicação para as longas filas está justamente na regulação fragmentada, pois cada uma das 19 Coordenadorias Regionais de Saúde têm regras próprias. A ausência ou a deficiência do atendimento ambulatorial da rede básica (consulta com clínico geral ou mesmo com algumas especialidades) também é problemático.

Para a entidade, a estruturação dos hospitais regionais, conforme o perfil epidemiológico de cada região, seria uma das maneiras para sanar o problema da longa fila de espera.



"Não há investimento pesado", diz Simers

Para a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil, o gargalo da média complexidade se explica devido ao baixo investimento na área. Segundo Maria Rita, a atenção básica é sanada pelos municípios com as unidades de saúde básica e saúde da família, mesmo que ainda hajam problemas. Já a alta complexidade é bem remunerada e, portanto, tem médicos e hospitais que disputam as verbas.

– Já a média complexidade fica em um limbo. Não há investimento pesado e médicos que aceitem trabalhar por pouco. Sem falar que esses especialistas precisam de exames que exigem tecnologia – explica Maria Rita.

O governo afirma que o orçamento estadual tem crescido. Saiu de R$ 2 bilhões em 2010 para R$ 3,3 bilhões em 2013. E este ano a previsão é de R$ 3,7 bilhões.



Veja seis razões pelas quais a fila é tão longa

1. Redução da oferta
De acordo com a SES, os profissionais de saúde terceirizados comunicam mensalmente a capacidade de atendimento, que pode variar de acordo com a quantidade de reconsultas que cada paciente exige.

2. Regulação fragmentada
O Estado é divido em 19 Coordenadorias de Saúde e cada uma tem autonomia. Segundo o TCU, esse é um gargalo que deve ser unificado já que as listas de espera de cada uma está sujeita a alterações aleatórias.

3. Saúde Básica deficiente
A deficiência no atendimento da saúde básica e a falta de médicos especialistas nos municípios contribuem para a superlotação dos hospitais e para as filas de espera, de acordo com o TCU.

4. Pouco especialista no Interior
Segundo dados do Simers, pouco mais de 12.300 médicos dos 25.540 atendem no Interior. A entidade defende maior remuneração e descentralização do atendimento em centros de referência.

5. Pouco ortopedista
A longa espera por ortopedista é explicada em parte pela quantidade reduzida de ortopedista no Estado. Em todo o RS há 816 especialistas na área;

6 . Redução de leitos
Em duas décadas o Rio Grande do Sul reduziu em 33,9% os leitos hospitalares pelo SUS. Em 1993 o Estado tinha 35.061 leitos contra 23.487 em 2013. Na Capital o percentual de redução é maior, chegando a 35,7%. Ano passado era 5.590 leitos ante 8.698, em 1993.

Fonte: Zero Hora

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