Rede dos Conselhos de Medicina
Selecione o Conselho que deseja acessar:
Porto Alegre, 18 de Junho de 2019. Aumenta a Fonte [ A + ]   [ A - ]  
 
22/04/2015

Sepse

Recomendação do CFM visa atenção a protocolos para o reconhecimento precoce da sepse e conscientização de profissionais


O Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta que em todos os níveis de atendimento à saúde (de unidades básicas de saúde a unidades de terapia intensiva) sejam estabelecidos protocolos assistenciais visando o reconhecimento precoce e a pronta instituição das medidas iniciais de tratamento aos pacientes com sepse, também conhecida como infecção generalizada – de alta mortalidade no país, principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e a principal geradora de custos nos setores público e privado.

A diretriz está na Recomendação 6/2014, publicada hoje, que, entre outras providências, sugere ainda a capacitação dos médicos para o enfrentamento deste problema cada vez mais incidente – devido ao aumento da população idosa e do número de pacientes imunossuprimidos ou portadores de doenças crônicas, criando uma população suscetível para o desenvolvimento de infecções graves.

O documento ressalta que “qualquer processo infeccioso pode evoluir para gravidade, caracterizando o quadro de sepse, sepse grave ou choque séptico” e que a sepse é a principal causa de internação em unidades de terapia intensiva, com custos elevados de tratamento e alta mortalidade – matando uma em cada quatro pessoas (frequentemente mais).

Alta mortalidade – O Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS), que contribuiu para a elaboração da recomendação, concluiu recentemente um estudo, que ajuda a dar a dimensão do problema no Brasil. O trabalho, denominado SPREAD (Sepsis Prevalence Assessment Database), consistiu na avaliação, em um único dia, de 229 UTI em vários estados, abrangendo 794 pacientes.

Os números pontuam a relevância do problema. Foi constatado que 29,6% dos leitos estavam ocupados por doentes com sepse grave ou com choque séptico. Desses pacientes, 55,7% morreram. A mortalidade na região Sudeste foi de 51,2%; no Centro-Oeste, 70%; Nordeste, 58.3%; Sul, 57,8% e Norte, 57,4%. O índice de letalidade está muito acima do registrado em outros países. Na França essa taxa é de 30% e, nos Estados Unidos, 29%.

O SPREAD mostrou que são fatores ligados ao aumento da mortalidade são a limitação de recursos básicos, a gravidade do paciente, e a demora na administração da primeira dose de antibióticos.

Diagnóstico difícil atrasa tratamento – Como os sintomas da sepse são comuns a várias outras doenças, o diagnóstico pode demorar e, consequentemente, a aplicação do antibiótico e a possível cura. “Existe um problema de falta de conhecimento sobre a sepse, pois como os sintomas são inespecíficos, é difícil identificar os sinais de alerta e tratar a infecção no tempo certo, por isso é tão necessário a participação em cursos e a adesão dos hospitais aos protocolos”, afirma a vice-presidente do ILAS, intensivista Flávia Machado.

Apesar de a sepse atacar com mais frequência pacientes hospitalizados, em cerca de 30% a 50% dos casos a infecção é adquirida na comunidade e o paciente é internado já em estado grave. Isso sugere o desconhecimento do público em geral sobre a gravidade da doença. Pesquisa nacional realizada ano passado pelo ILAS − em parceria com o Instituto Datafolha − mostrou que de 2.126 entrevistados, apenas 140 (6,6%) tinham ouvido o termo sepse, sendo que dessas, só 56 a identificaram corretamente como uma resposta grave do organismo a uma infecção.

Até pouco tempo, a maior parte dos pacientes com sepse morria. Recentemente, com a melhoria dos cuidados hospitalares e a adoção de medidas − muitas delas simples − capazes de reduzir a incidência da doença, esse número tem se reduzido. Nesse sentido, a recomendação do CFM se coloca como mais um estímulo e um meio para aumentar a percepção sobre a gravidade da sepse, tanto entre profissionais como entre instituições de saúde, comunidade científica e inclusive leigos, estimulando a implementação de ações de enfrentamento ao problema.

Fonte: CFM

Institucional Câmaras Técnicas Comissões de Ética Conheça o CREMERS Contas Públicas Delegacias Diretoria Palavra do Presidente Vídeo Institucional História Cremers

Serviços Área do Médico Busca Empresas Busca Médicos Ativos CBHPM Concurso Emissão de Boleto Empregos Eventos Inscrição de Empresas Licitações Pareceres e Resoluções Perguntas Freqüentes Pessoa Jurídica Propaganda Médica Registro de Especialidade Médica

 

 

Imprensa Artigos Assessoria Informativo Cremers Notícias Twitter

Publicações Apresentações para Download Biblioteca Código PEP Regimento Interno dos Corpos Clínicos

 

Contato Fale com o CREMERS Fale com o Presidente Ouvidoria

 

 

 

Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul - Copyright 2019 ©
Av. Princesa Isabel, 921 - Bairro Santana
Porto Alegre - RS - CEP: 90620-001
Telefone: (51) 3219-7544
Fax: (51) 3217-1968
E-mail: cremers@cremers.org.br
Horário de Atendimento:
De segunda-feira a sexta-feira
Das 08h40min às 18h00min