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05/08/2015

VI Fórum Nacional de Ensino Médico

Cremers participou de etapa preparatória do evento


Representantes de instituições e entidades médicas, gestores de saúde, professores e coordenadores dos cursos de Medicina dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul participaram, em julho, da etapa regional do Pré-Fórum de Ensino Médico. O Cremers foi representado pelo conselheiro Ismael Maguilnik, que falou sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais e a graduação médica.
Durante o encontro da região Sul, os médicos discutiram a Lei nº 12.871/13 (Lei do Mais Médicos) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Medicina (DCN 2014), gerando um documento que será apresentado no Fórum Nacional.
O grupo ressaltou a importância da participação do médico e suas instituições representativas na vida política do país em todas as instâncias. Os participantes também repudiaram a abertura indiscriminada de novas vagas e cursos de Medicina “sem a necessária infraestrutura para assegurar a qualidade na formação médica e assistência ao estudante” e reivindicaram a existência de “supervisão docente em todos os cenários de práticas de ensino e aprendizado”.
O VI Fórum Nacional de Ensino Médico, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em parceria com a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), será realizado nos dias 27 e 28 de agosto.
Confira abaixo a íntegra do documento elaborado pelo Pré-Fórum de Ensino Médico da Região Sul:
LEI Nº 12.871/2013 (LEI DO MAIS MÉDICOS)
Expositor: Ademir Garcia Reberti (ABEM-SC)
Presidente: Sandro Schreiber de Oliveira (ABEM-RS)
Secretário: Marcelino Osmar Vieira (CRM-SC)
Debatedor: Lei do Mais Médicos e a Graduação Médica – Sandro Schreiber de Oliveira (ABEM-RS)
Debatedor: Lei do Mais Médicos e a Residência Médica – Maurício Marcondes Ribas (CRM-PR)
Observadores: Cyro Veiga Soncini (SIMESC), Cristina Machado Pires (SES), Rodrigo D’Eça Neves (ACAMESC) e Bruno Maurizio Grillo (ACAMEPR).
CONCLUSÕES:
1. Assegurar a participação das entidades médicas nacionais no processo de regulamentação da Lei nº 12.871/2013 através de interface com a comunidade universitária, política (autoridades constituídas e partidos políticos), governamental e institucional;
2. Assegurar a aprovação de uma Carreira de Estado para o SUS, como a melhor alternativa para a garantia da interiorização dos médicos e dos demais profissionais da área da saúde;
3. Garantir a implantação do Contrato Organizativo da Ação Pública Ensino –Saúde (COAPES);
4. Garantir investimento em formação e capacitação docente e infraestrutura, objetivando uma melhor qualidade de ensino e assistência;
5. Repudiar a abertura indiscriminada de novas vagas e cursos de Medicina sem a necessária infraestrutura para assegurar a qualidade na formação médica e assistência ao estudante.

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE MEDICINA (DCN)
Expositor: Nelson Grisard - CRM-SC/CFM
Presidente: Murillo Ronald Capella (SES)
Secretário: Zulmar Vieira Coutinho (CRM-SC)
Debatedor: DCN e a Graduação Médica – Ismael Maguilnik (CRM-RS)
Debatedora: DCN e a Residência Médica – Maria Zélia Baldessar (CEREM-SC)
Observadores: João Guizzo Filho (UNISUL), Dimitri Cardoso Dimatos (PMF), Sandro Schreiber de Oliveira (ABEM-RS), Marcia H. Sakai (ABEM-PR).
CONCLUSÕES:
1. Enfatizar o ensino da ética médica e da bioética na graduação e na residência médica, bem como dos preceitos de humanidades;
2. Contemplar a educação das relações étnico-raciais de todas as etnias;
3. Garantir a supervisão docente em todos os cenários de práticas de ensino e aprendizado;
4. Definir as avaliações seriadas e seus critérios buscando a real e melhor solução;
5. Garantir a contratação de preceptores suficientes e qualificados para a Medicina Geral de Família e Comunidade (MGFC) e demais áreas, conforme redigido no decreto;
6. Garantir a qualidade na formação do médico;
7. Repudiar o prolongamento excessivo dos programas de residência médica e a inclusão de um a dois anos de MGFC como pré-requisito obrigatório no currículo de todos os Programas de Residência Médica (PRM);
8. Rever o hiato que se criará em 2018 quando, teoricamente, todos os residentes de primeiro ano serão do programa MGFC ou estarão cumprindo um ano de MGFC;

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O plenário do Pré-Fórum de Ensino Médico CFM/ABEM – PR, SC, RS -, recomenda a participação do médico brasileiro na vida política do país em todas as instâncias que o Estado democrático de direito lhe assegura. Também, propugna por assegurar a participação permanente de instituições e entidades médicas em todas as instâncias de debate e de decisão, ocupando e lutando pela garantia de voto democrático e paritário.

Fonte: CFM

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